Entre 1970 e 1991, a editorial Estampa, dirigida pelo editor António Carlos Manso Pinheiro, lançou no mercado aquela que foi, ao longo de mais de 20 anos, uma das muito poucas colecções de culto em Portugal, a colecção «Livro B». Como tradutores, introdutores ou meramente como consultores, vários nomes ligados ao surrealismo e a correntes afins: Luiza Neto Jorge, Luiz Pacheco, Aníbal Fernandes, Cesariny, Manuel João Gomes, entre muitos outros (consulte A História).

Ao longo de anos a colecção Livro B auto-definiu-se: «Livro B» como filme de série B, livro alternativo, o contra-clássico, os clássicos de uma imensa minoria. Em perspectiva dir-se-ia hoje que se reuniram na «Livro B» as literatura à margem do mainstream; com efeito, encontra-se lá a literatura mais surreal ou surrealizante, o fantástico, o humor, a literatura de raiz simbolista, decadentista, a literatura infantil de profunda influência psicológica, o erótico, a ficção científica, o «estranho» (no sentido americano do weird fiction), o pulp, o ensaio de provocação, o incomum por vocação. Tudo o que revolve nos antípodas do establishment literário, tudo o que agita as águas do previsível. A colecção não temia ser pop desde que esse pop não fosse reconhecido pela academia.

Quando terminou, a colecção tinha aberto novos universos de leitura para milhares de leitores em Portugal.

======​

Esta nova encarnação da «Livro B» pretende ser a sua continuação natural e encaixa-se no programa editorial da E-Primatur como mais uma vertente do objectivo principal da editora: colmatar lacunas literárias e culturais do mercado editorial português.

Venha construir esta editora connosco